Cartas podem ser missivas que chegam pelo correio, elementos de um baralho, mapas, cardápios e até conjuntos de normas jurídicas.
Todos estes tipos de cartas trazem mensagens relevantes. Em alguns casos as mensagens são tão importantes que podem significar a diferença entre perder-se e encontrar-se ou mesmo entre a vida e a morte.
Seja como for, as mensagens necessitam sempre de alguém que esteja disponível para reconhecê-las e recebê-las, e que disponha dos meios adequados para compreendê-las.
A noção de Self, como desenvolvida por Carl Gustav Jung (1865-1971), representa a totalidade do ser, que inclui mas não se restringe ao Ego. O Self, de uma maneira simplificada, pode ser encarado como a integração entre as partes consciente e inconsciente da psiquê individual.
Escolhi chamar de Cartas do Self as mensagens endereçadas ao Ego com o objetivo de trazer à tona questões úteis ao processo de expansão da consciência. São mensagens que podem chegar a qualquer momento e que assumem várias formas diferentes – intuições, coincidências significativas etc.
Acontece que as partes inconscientes do ser humano comunicam-se por meio de símbolos – como acontece nos sonhos, por exemplo. Familiarizar-se com o funcionamento dos símbolos é, então, algo fundamental para que estas mensagens do Self sejam recebidas e compreendidas.
Símbolos são matéria-prima para a arte e para os processos de criação artística, o que torna este campo especialmente útil para auxiliar a reconhecer e decodificar estas mensagens.
Nossa missão é colocar à disposição do público nossa experiência com múltiplas modalidades artísticas, oráculos e outras linguagens simbólicas com o objetivo de fornecer ferramentas simples e acessíveis para o desenvolvimento da comunicação com o Self e expansão da consciência individual.
